O compartilhamento de ações entre as policias Militar, Civil e Federal, bem como a revitalização dos prédios e a responsabilização dos estudantes pelo uso dos espaços foram as soluções propostas para inibir o uso e o tráfico de drogas no Campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais tratou do assunto em audiência pública realizada no dia 20 de maio.

De acordo com o deputado Sargento Rodrigues (PDT), o tráfico e o uso de substâncias ilícitas, na UFMG, está relacionado a outros eventos no local, como arrombamentos de salas de aula, assédio sexual e furtos. O parlamentar ressaltou, ainda, que a legislação considera um agravante o tráfico de drogas dentro de instituições de ensino.

O reitor da UFMG, Jaime Arturo Ramírez, concordou com o parlamentar. “Defendemos a universidade como espaço livre para o desenvolvimento de ideias. A reitoria não compartilha com o ideal de que seria um espaço livre das leis”, disse. Ele afirmou ter conhecimento dos fatos e disse que já estão sendo tomadas providências para resolver o problema.

A necessidade da manifestação da reitoria para que haja uma ampliação do trabalho da Polícia Militar no campus foi destacada pelo chefe da Seção de Operações da Diretoria de Apoio Operacional da PM, major Harley Wallace. Ele disse que o único acordo até agora é para o patrulhamento da cavalaria, e é necessário novo pedido para outro tipo de atuação.

O chefe do Departamento Antidrogas da Polícia Civil, Márcio Lobato, por sua vez, disse que os traficantes que atuam na universidade são a ponta de uma cadeia que tem também narcotraficantes internacionais. Ele destacou que o jovem que usa drogas financia essa cadeia e que é preciso quebrar esse ciclo.

O superintendente regional da Polícia Federal, Sergio Barbosa Menezes, disse que o espaço da universidade federal não é de competência exclusiva da Polícia Federal e que a única forma de combater o problema é a ação integrada de todas as polícias.

Para o deputado João Leite (PSDB) o combate a este problema é um desafio monumental que exige o empenho coletiv através dos serviços de inteligência, e elogiou a disposição dos presentes de buscarem soluções conjuntas.