Acompanhei com preocupação a entrevista exclusiva do ex-presidente Lula à rádio Itatiaia, na manhã de hoje (28/08). O principal líder do PT mentiu deslavadamente para o povo mineiro.

É sabido que faz parte do marketing petista a repetição de mentiras para o convencimento da nação de que o país vai bem, e se não está tão bem, pelo menos está em boas mãos. Percebemos claramente esta estratégia na Venezuela e em Cuba, mas ao olharmos para nosso país, muitos, em especial incautos militantes, ainda acreditam nos mantras gestados com base em velhas e fracassadas ideias marxistas.

Minha principal discordância é com a afirmação do ex, de que “o PT cometeu desvios porque passou a fazer política como os outros partidos”. No recente debate, no Senado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que nunca antes na história a corrupção se entranhou tão profundamente neste país, como nos últimos 10 anos, ou seja, nos mandatos Lula/Dilma.

Toda essa corrupção foi arquitetada para ser uma política de governo, em comunhão com alguns dos principais empresários brasileiros, classe social que sempre foi demonizada pelo PT, e que hoje andam de mãos dadas a roubar a sociedade. Roubam recursos públicos que deveriam erradicar a fome, a ignorância e doenças. Roubam a esperança e o amor-próprio de toda nação.

Lula mentiu ao afirmar que a presidente fará um anúncio que vai revolucionar a educação brasileira. O anúncio já foi feito. Em 07/01/15 foi anunciado um corte de R$587 milhões/mês e, em 22/05, uma redução de R$9,42 bilhões no orçamento anual.

Lula também mentiu ao responsabilizar o contexto mundial pela crise econômica brasileira. A situação é inversa. Neste ano, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico estima que entre os 40 maiores países do planeta somente Brasil e Rússia deverão ter queda no PIB. Para a OCDE a retração brasileira será 0,8%, para o FMI chegará a 1%.

E quem teve a oportunidade de ler jornal hoje, ficou sabendo que o Tesouro Nacional registrou deficit de R$7,2 bilhões no resultado primário, o maior rombo desde que esse indicador foi criado em 1997.

O governo não consegue equilibrar as contas públicas, não consegue gerir a máquina pública, não consegue atender às necessidades básicas dos brasileiros e não é um bom exemplo para a pátria brasileira.