Blog do João Leite

Sociedade - Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011

Por que não às CPMFs da Saúde?

Por que não às CPMFs  da Saúde?   Marx Golgher.

Como  médico, ex-representante do Conselho Regional de Medicina MG no Conselho Estadual de Saúde,  aponto um grave erro que se comete no Brasil, induzido pelos burocratas, quando se assevera que o nossso país conta com um precário sistema de atendimento no SUS pelo fato de o Estado brasileiro aplicar  apenas  US$ 400 p/capita no sistema de saúde., “quase oito vezes menos” do que os US$ 3,3 mil dos Estasdos Unidos, para, afinal, concluir  que o nosso país necessita aumentar urgentemente o montante de dinheiro público aplicado na  saúde.

 

Nos paises adiantados,  a avaliação do montante de  recursos necessários para a oferta de um bom  serviço de saúde em qualquer país do planeta não é mero palpite, como se fosse um popular jogo do bicho.  É realizada anualmente pela World Health Organization- Organização Mundial de Saúde (OMS), respeitabilíssima agencia da ONU-http://www.who.int/whosis/whostat/en/index.html.  Embora publico e notório, o relatório 2011 desta entidade é olimpicamente ignorado do nosso país pela mídia, pelos políticos, pelas autoridades, etc. etc. ficando a questão de recursos para a saúde à mercê de palpiteiros mais diversos, para estranheza e perplexidade de quem é do ramo.

E o que dizem os dados da OMS sobre o investimentos da administração pública da saúde no Brasil?  Não se coadunam em absoluto com a justificativa da precariedade do atendimento feita pelos burocratas da saúde da falta de recursos financeiros, sempre a pressionar para criação de algum tributo a mais a título de ser necessário, imprescindívelpara melhorar o atendimento da população brasileira. Mas como,  se o investimento  dos governos na área  da  saúde teve um expressivo  aumento- de 140%  nos últimos nove anos, - correspondendo ao um incremento de 2.8% do PIB para 3,5% ,  sem que tivesse sido observado  quaisquer melhorias no atendimento básico do cidadão brasileiros: as filas nos ambulatórios continuam quilometricamente se arrastarem madrugada afora, bem como  persiste a falta de leitos hospitalares, que aliás se agravou no periodo. Como se explica tal paradoxo, de o cidadão brasileiro investir mais na saúde para viver menos?

A começar por uma razão lógica elementar:- não se pode comparar para avaliação de performance, custo/beneficio, misturando investimentos paises ricos industrializados com países emergentes. mas, isso sim, com paises de mesmo bloco econômico,  sendo pertinentes no caso do Brasil avaliações comparativas o Peru, Paraguai, Equador, entre muitos outros. A comparação correta,  deve constar com dados de boa fonte- OMSD-, tendo como parâmetros recursos financeiros em  US PPPC –paridade de poder de compra como beneficio o índice  expectativa de vida desde o nascimento- usado universalmente....menos no nosso país.

Se debruçarmos sobre dados idôneos e objetivos, o que encontramos sobre a administração pública da saúde no Brasil?

Comparando-se com custo/beneficio: - O Estado brasileiro gastos na saúde, segundo o relatório da OMS-2011:-  US$ PPP 385 p/c-  para oferecer ao cidadão brasileiro uma expectativa de vida ao nascer de 73 anos (média de ambos sexos), enquanto o Peru, com um gasto bem menor, US$ PPP 226  estende a perspectiva de vida do cidadão peruano para 76 anos (!)-, o Paraguai, aplica 116 , menos da metade do que os burocratas da saúde  do nosso país, mas oferecem 74  anos de vida para o cidadão paraguaio;  o Equador, investe 184  para dar 75  anos de vida para sua população...e por ai vai, a demonstrar que a situação na administração pública da  saúde é bem semelhante ao DNIT, ministério do Turismo, ou pior.... 

A administração pública da saúde no Brasil é como uma enorme caixa d’agua com dezenas e dezenas de grandes furos a jorrar pelo ralo uma fábula de recursos financeiros. Estimou-se que de cada real que entra no Min. da Saúde, 60 centavos não chegam à sua finalidade, o atendimento à saúde do cidadão.  Enquanto não se tapar devidamente os furos, nunca haverá recursos suficientes para oferecer saúde básica elementar ao povo brasileiro. O que leva qualquer pessoa isenta e racional à inexorável conclusão de que o problema da saúde de nosso pais não é aumento de recursos financeiros, mas requer, antes e acima de tudo, uma melhor gestão do dinheiro público,  sem desperdícios, sem fraudes.  Sim, antes disso, nunca haverá recursos financeiros para oferecer uma assistência básica à saúde do cidadão brasileiro. Sem gestão haja CPMFs a sangrar o bolso do cidadão brasileiro. Até quando? 

Marx Golgher CRMMG 1693

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João Leite

Me Nascido em Belo Horizonte, no dia 13 de outubro de 1955, João Leite da Silva Neto é filho do policial Waldemar Leite e da dona de casa Geralda Leite. Casado com Eliana Maria Aleixo Leite...

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Ana Maria - Senhor Deputado Joaõ Leite Eu Ana Maria ,professora de Minas,venho,agradecer seu voto contra o nosso piso salarial. O Senhor,que é tão religioso,que só prega o bem,como pode tomar uma atitude desta? Prejudicando tantos professores,que ganham, como o senhor sabe um salário muito baixo,e que sabe que sabe é mentira o que o governador Anastasia está propagando a respeito do subsídio.

Dilvânio - Caro deputado como pode vc com o título que ostenta como o goleiro de Deus , não ter a coragem de tomar partido em relação ao piso dos professores de Mg .Onde está seu censo de humanidade vc acha justo professores receberem a metade do salário de um policial militar , vc do PSDB deveriam se envergonhar dessa atitude nojenta e nefasta para com uma categoria profissional tão imortante Deputado vc deveria tomar partido da implantação do piso imediatamente certo .Como não tÊm dinheiro se o governo tinha conhecimento dessa obrigação com educação desde 2008

Cláudio Siqueira - Cadê a manifestação das grandes denominações? Não podemos ficar omissos para um problema tão sério como esse.

Cláudio Augusto Cardoso - Sua análise está correta, não podemos permitir que surja no Brasil uma classe oficialmente privilegiada, como se não bastasse uma organização social quase que em castas. Parabéns e tem o nosso apoio

elzadefreitas de monte carmelo - boa tarde deputado,gosto muito de sua participaçao na assembleia de minas, mas acho que esse problema de crimes como roubos mortes e traficos, nao resolve aumentar segurança, fazer presideos etc, passei por um divorcio, enfrentei proplemas com um filho na epoca tinha 12 anos. os colegas daquela epoca, uns estao mortos outros presos por trafico. o meu com muita paciencia amor do pai que mesmo que mesmo nao morando mais conosco dava assistencia emocional e financeira e os avos e tio e primos e principalmente deus que com muitas oraçoes diarias cosegui salvar o meu filho.