Blog do João Leite

Cultura - Sexta-feira, 27 de Maio de 2011

Metáfora punitiva

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio (editorial) , 23 de maio de 2007

O dicionário Longman’s, um dos mais atualizados da língua inglesa, define “homofobia” como “medo e ódio aos homossexuais”. O termo foi introduzido no vocabulário do ativismo gay pelo psiquiatra George Weinberg, no livro Society and the Healthy Homosexual (New York, St, Martin’s Press, 1972) para designar o complexo emocional que, no seu entender, seria a causa da violência criminosa contra homossexuais.

Até hoje os apologistas do movimento gay não entraram num acordo sobre se existe ou não a homofobia como entidade clínica, comprovada experimentalmente. Uns dizem que sim, outros que não.

O que é absolutamente impossível provar, por meios experimentais ou por quaisquer outros, é que toda e qualquer rejeição à conduta homossexual seja, na sua origem e nas suas intenções profundas, substancialmente idêntica ao impulso assassino voltado contra homossexuais.

No entanto, é precisamente isso o que o termo significa quando aplicado ao Papa, ao deputado Clodovil Hernandez ou a qualquer outro cidadão de bem, hetero ou homo, que sem nem pensar em agredir um homossexual se limite a expressar educadamente suas reservas, já não digo nem quanto ao homossexualismo em si, mas simplesmente quanto às pretensões legiferantes do movimento gay . Em seu livro A History of Homophobia , que pode ser lido na internet , o ensaísta Rictor Norton, um apologista da homossexualidade, é bem franco sob esse aspecto: “Com muita freqüência, a palavra ‘homofobia’ é apenas uma metáfora política usada para punir.”

“Homofóbico” é termo que só pode ser usado de maneira descritiva e neutra quando referido estritamente aos criminosos que o dr. Weinberg tinha em vista ao cunhar a expressão. Aplicado a quaisquer outras pessoas, é propositadamente pejorativo e insultuoso. Foi calculado para ferir, humilhar, rebaixar, intimidar – e, pior ainda, para fazer tudo isso com base na inflação metafórica de um termo médico que nem mesmo na sua acepção originária correspondia a uma realidade comprovada. Não é só um insulto. É um insulto e uma fraude. Mas, uma vez que o uso repetido tenha dessensibilizado o público de modo a que ele não perceba a fraude, passa-se à etapa seguinte do embuste: associada a mera expressão racional de opiniões a uma conduta psicopática e assassina, trasmuta-se o sentido metafórico em sentido literal, e a suposição insultuosa se torna prova do crime: toda e qualquer objeção às exigências do movimento gay será punida com pena de prisão.

A gravidade do insulto, em si, é monstruosa, e qualquer pessoa que o sofra pode e deve processar criminalmente o atacante antes que este, usando seu próprio crime como prova contra a vítima, a processe por “homofobia”. Toda e qualquer acusação de “homofobia”, se não dirigida a autor comprovado de crime violento contra homossexuais, é crime de injúria, difamação e calúnia, acrescido do uso fraudulento da justiça como instrumento de perseguição política.

Se as vítimas dessa fraude não reagirem contra ela, acabarão indo para a cadeia por motivos metafóricos.

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João Leite

Me Nascido em Belo Horizonte, no dia 13 de outubro de 1955, João Leite da Silva Neto é filho do policial Waldemar Leite e da dona de casa Geralda Leite. Casado com Eliana Maria Aleixo Leite...

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Ana Maria - Senhor Deputado Joaõ Leite Eu Ana Maria ,professora de Minas,venho,agradecer seu voto contra o nosso piso salarial. O Senhor,que é tão religioso,que só prega o bem,como pode tomar uma atitude desta? Prejudicando tantos professores,que ganham, como o senhor sabe um salário muito baixo,e que sabe que sabe é mentira o que o governador Anastasia está propagando a respeito do subsídio.

Dilvânio - Caro deputado como pode vc com o título que ostenta como o goleiro de Deus , não ter a coragem de tomar partido em relação ao piso dos professores de Mg .Onde está seu censo de humanidade vc acha justo professores receberem a metade do salário de um policial militar , vc do PSDB deveriam se envergonhar dessa atitude nojenta e nefasta para com uma categoria profissional tão imortante Deputado vc deveria tomar partido da implantação do piso imediatamente certo .Como não tÊm dinheiro se o governo tinha conhecimento dessa obrigação com educação desde 2008

Cláudio Siqueira - Cadê a manifestação das grandes denominações? Não podemos ficar omissos para um problema tão sério como esse.

Cláudio Augusto Cardoso - Sua análise está correta, não podemos permitir que surja no Brasil uma classe oficialmente privilegiada, como se não bastasse uma organização social quase que em castas. Parabéns e tem o nosso apoio

elzadefreitas de monte carmelo - boa tarde deputado,gosto muito de sua participaçao na assembleia de minas, mas acho que esse problema de crimes como roubos mortes e traficos, nao resolve aumentar segurança, fazer presideos etc, passei por um divorcio, enfrentei proplemas com um filho na epoca tinha 12 anos. os colegas daquela epoca, uns estao mortos outros presos por trafico. o meu com muita paciencia amor do pai que mesmo que mesmo nao morando mais conosco dava assistencia emocional e financeira e os avos e tio e primos e principalmente deus que com muitas oraçoes diarias cosegui salvar o meu filho.